sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Tremo, no topo da corda... os pés enroscando-se ao se aperceberem da falta de aderência. Pequenos passos de urgência servem apenas para confirmar a desilusão. Não há pano de fundo. Esforço-me, mas só pontualmente tons de verde obscuro parecem distrair o vácuo cénico de seu absoluto. É nulidade de que me preencho, por esta grande corda pendente sobre o abismo. Não se vê quem pega nela do outro lado, mas dá a sensação que se esquece disso indiferente, quando ela abana à brusquidão delineada por movimentos conceptuais, numa física distante e outra. Insatisfatório ao longo da vertigem, o passo adquirindo sensações de queda, mais que preconizando. Diáriamente... os passos de ninguém..